7 de nov de 2007

Cap 4: Quem é do outro lado da linha? (Igor)

Trimmmmmm.
Abri um olho.
Trimmmmmm.
Abri de novo o olho.
Trimmmmmm.

_Ah! Nãooo. _ resmunguei e fiquei concentrado para não prestar atenção no meu celular vibrando em cima do armário com o computador.

Trimmmmmm.
Tocou mais oito vezes e parou.

_Ótimo! _ tentei voltar ao meu sono profundo.

Trimmmmmm.
O celular vibrou tanto que escorregou e caiu no chão sozinho.

Levantei, cocei a cabeça e me abaixei para pegá-lo. Abri. Era um número desconhecido.

_Alô?

_Alô. _ respondeu a voz feminina do outro lado.

_Quem é?

_É a mulher em quem você derramou bebida ontem.

_Bebida? Do que está falando? _ fiz uma careta. Minha cabeça parecia que ia explodir. Olhei o relógio na cabeceira da cama marcando oito horas.

_Não se faça de desentendido. Você me deu o seu telefone ontem na promessa de que iria ressarcir meu vestido.

_Vestido? _ repeti para ver se lembrava. Eu tinha bebido tanto que nem conseguia me lembrar como saíra da festa.

_Vai me dizer que esqueceu?

_Para ser sincero... Sim. Perai, eu e você não...

_Eu e você nada. Shiii, pelo visto estava bêbado. _ ela resmungou.

_Quem é você para me ligar a essa hora da manhã?

_Como assim? A cidade já está acordada e na ativa!

_Olha só... Eu estava dormindo...
_Olha só você... Eu estava ontem saindo do banheiro quando você derramou seu copo de bebida em cima de mim!

_O que eu prometi fazer? Te dar um vestido?

_É! Mas acho difícil que consiga, era de muito valor simbólico.

_E de quanto é o valor simbólico? _ perguntei, para ser mais prático.

_Não sei...

_Então, faz o seguinte, quando você souber quantos zeros tem o seu vestido, me liga. Agora me deixa dormir. _ desliguei.

Cai na cama e me senti duplamente culpado. Como eu não podia me lembrar de nada? Ao mesmo tempo, que espécie de estúpido eu sou que derrama bebida na roupa de uma mulher e bate o telefone na cara dela?

Peguei o aparelho e redisquei o número.

_Alô? E aí? _ perguntei.

_Ainda estou digerindo sua estupidez. Você é um grosso mesmo!

_Desculpe. Desculpe. É que, poxa, você também me acorda a essa hora da manhã.

_Onde posso encontrar você?

_Como assim me encontrar? _ perguntei, assustado com a idéia. Não queria encontrar com aquela maluca.

_Se tiver alguma maneira nova de teletransporte para o vestido aparecer na minha frente...

_Ah! Sim, não se preocupe, eu peço para alguém te entregar. Me dá seu endereço. _ puxei um papel da gaveta do criado-mudo e apertei a tampa de uma caneta.

_Eu não confio em você para dar o meu endereço. Nem sei quem você é!

Ela não sabe quem eu sou? Repeti aquela frase mentalmente. Então, ela não me reconhecera na festa? Claro, a máscara!

_Eu também não sei quem você é, lamento, mas eu não lembro. _ disse-lhe.

_Seu nome, então, para eu puxar sua ficha criminal.

Eu não sabia se ria ou ficava com medo, porque ela falou de maneira tão séria que me deixou na dúvida.
_Acho que eu mereço saber isso. Você me acordou.

_Você ainda está pensando na cama? Já se passaram 15 minutos. Você não vai conseguir dormir mais!

_Ah! Muito obrigado por lembrar!

_De nada. Estou te falando, o mundo aqui fora já está a todo vapor. _ ela parecia andar de um lado para o outro, pois sua voz oscilava.

Se ela soubesse quem eu era, a que ponto tudo mudaria? Eu não queria que ela me identificasse. Preferia assim, ficar no anonimato. Eu estava tão farto de ser abajulado que seu enfrentamento nem me causava a irritação inicial.

_Qual é o valor simbólico do seu vestido? _ perguntei para alongar o assunto.

_ Minha mãe que me deu.

_ Esse é o valor simbólico?

_ Ora, você não tem nada que sua mãe te deu que não venderia, nem trocaria por nada no mundo?

_Bom... Tenho, tenho um cordão.

_Um cordão? Interessante. Você está usando agora?

_Estou.

_Hum... E deixa eu imaginar. Você está aí com o cabelo arrepiado, cara amassada e um péssimo hálito.

_Está me vendo por alguma câmera? Eu não conseguiria ser o garoto propaganda de comercial de margarina.

Droga! Por que eu estava falando em comercial e câmeras se não queria que ela soubesse que eu era ator? Eu deveria agir como alguém normal!

_E você? Desculpe, mas não tenho como imaginar... _ falei-lhe.

_Quer tomar café da manhã? Ainda está em tempo.

_Claro! _ eu senti uma vontade tão grande de fazer aquilo. Que loucura! Eu estava conversando com alguém que nem sabia quem era e que mudara bruscamente sua atitude comigo do ódio inicial para a simpatia. _ Isso é estranho... _ confessei.

_Tomar café?
_Você sabe do que estou falando... _ eu senti-me tímido. Por que diabos eu estava bancando o idiota imaturo?

_Hum... Te ligo daqui a pouco. _ ela desligou sem mais.

Hei! Ela desistiu? Não! Hunf.

Mas eu ainda tinha seu telefone. Aquilo era sentimento de adolescente inseguro. Briguei comigo mesmo e me levantei para escovar os dentes. Ela estava certa, o que eu ainda fazia na cama?

O telefone tocou novamente e eu corri para atender.

_Alô?

Era a Karen. Revirei os olhos. Disse-lhe que não era para marcar nada até o meio dia e desliguei o mais rápido que pude. Ela não entendeu nada. Eu só não queria que o telefone estivesse ocupado.


Li Mendi

6 comentários:

Deisinha Rocha disse...

Aih, aih...
nem a conhece e já ta batendo uma kedinha...

o Igor ta parecendo desesperado...
rsrs

hunf...

o amor q vai nascer... num é lindo...
rsrs


Li, bjOo ni vc, lindaH...

KÁKÁ disse...

eita ele eh bem carente neh..kkkk
mais eles estão lindos jah vão c encontrar..mais pelo visto jah to vendo q vão brigar..sempre acontece isso..kkkkkk
td bem... mais vai passar...bju li..tah lindo seu livro...

Laine disse...

Está ficando ótimo Li!!!!
meu vício neste novo livro on-line ja tá aumentando!!!
Beijão! ;@@

aninha disse...

eeeeeeeeeeeeeeee!!!!!!!!! o amor vai nascer!!!!!!!! comecei a gostar mais desses dois!!!!!!!

sarah disse...

Ai Li q menino é esse heim?
dorme mt ker nd com a vida!!
vamos ver oq esses dois vao aprontar1
bjs

Lucy disse...

Ele é mto mais imaturo do q eu imaginava!!! rsss...

To curiosa pra ver esse encontro!!! \o/